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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Moro em cima de umas das nascentes do Dilúvio.

Boa noite.

Moro no Bairro Jardim Ypu, na rua Hugo Livi.

Estava olhando o Blog Habitantes do Arroio e olhando um dos mapas ví que umas das nascentes do Dilúvio esta aqui perto de minha casa e inclusive o arroio passa de baixo do meu prédio. Andei olhando melhor no Google Heart e tambem percebi que não é só uma nascente, tem mais umas duas ou três.

O caso do meu prédio é um problema, pois existe uma galeria de esgoto pluvial, um arroio, que passa por baixo do prédio, esta tem uns cinco metros de profundidade. Quando vamos para os fundos do prédio podemos escutar a água correndo. É claro que não deveria ter sido feita nenhuma construção sobre esta galeria, mas mesmo assim foi erguida sobre ela um prédio de três andares. Os primeiros donos dos apartamentos sequer sabiam deste problema, sequer o prédio tinha um habite-se, foi conseguida com a SMOV um habite-se provisório.

O dono da empreitera que construiu o prédio era o mesmo dono da pedreira (aquele buraco horroroso e enorme que se vê quilometros de distancia no Morro Santana), um cara que já foi presidente de um famosissimo clube campeão mundial da nossa cidade. Por causa do fechamento da pedreira ele construiu os prédios com material barato e cheio de irregularidades. O resultado não poderia ser outro, rachaduras em todos os apartamentos, os que ficam sobre a galeria tem as rachaduras maiores, infiltrações, umidade, o chão inclusive afunda. Não podemos processar ninguem, pois a empreitera já deu baixa a muito tempo, não existe para a Receita Federal.

Acredito que a nascente seja num terreno aqui perto na Rua Natho Henn. Acredito que tenha outra nascente na praça Marcos Rubim. Atrás do meu prédio tem uma vila que se desenvolveu de uns 10 anos pra cá, tinha um corregosinho, hoje virou esgoto a céu aberto e mau cheiro que exala é horroroso. Os moradores do beco reclamam e querem a canalização do corrego, acredito que muitos dos esgotos destas casas estão irregulares Tem outro corrego ao sul do condominio que tambem virou esgoto. Todos eles desembocam no Dilúvio.

A prefeitura pra variar empurra com a barriga, as vilas crescem irregularmente e estão avançando para a encosta do morro, muitos condominios de classe média estão sendo construidos por aqui, o bairro esta crescendo vertiginósamente. Se a prefeitura não der conta do recado agora, vamos ter problemas sérios no futuro. Sem falar que vi pela internet um projeto de valorização (devia se chamar de projeto de enfeiamento) da pedreira que quer transformar o espaço num parque. Mas estamos perto de uma area (area do campus da UFRGS) que tambem tem um projeto de preservação ambiental devido as varias especies que habitam o Morro. Prefiro a area de preservação, pois adoro os animais que vejo por aqui, me disseram que tem até macaco.

Espero que tenha contribuido com vocês de alguma forma e se quizerem ajuda para o trabalho de vocês basta entrar em contato, por este E-mail mesmo. Posso até mostrar a galeria.

Fiz um mapinha com o que suponho ser o trajetos dos arroios que nascem aqui no Morro Santana. Não sei se os trajetos estão certos pois eles passam por um matagal muito fechado e por algumas vilas perigosas. Me disseram que esta região era um pantano.

Adriana Sati M. Tanaka


4 comentários:

eduardo disse...

Não sou geólogo, nada disso, sou apenas um cidadão interessado pela saúde ambiental de minha cidade e do mundo. Acompanho há algum tempo o trabalho deste blog.

Muito interessante o relato da Adriana.

Acho que todo porto-alegrense deveria parar para refletir sobre o ambiente da cidade, pelo menos o próximo à sua casa, escola ou trabalho.

Tenho tentado encontrar um mapa hidrográfico de Porto Alegre que seja mais detalhado que os convencionais, com os traços de todos os arroios e nascentes do município. É curioso haver conhecimento de alguns arroios e canais mas suas nascentes não serem divulgadas. Será que ainda existem? Ex.: Arroio São Vicente e Arroio Águas Mortas.

Alguém sabe onde posso encontrar uma mapa hidrográfico mais completo de Porto Alegre? Como esse que a leitora Adriana usou para explanar seu relato.

Um abraço à todos e parabenizações pelo belo e necessário trabalho do blog.

eduardo disse...

Futriquei no Picasa do blog e encontrei um mapa, imagino que possivelmente oriundo do Atlas Ambiental de POA. Ótimo, pena que não está numa resolução mais alta, para que eu possa identificar as ruas e consequentemente uma localização mais exata dos arroios e nascentes.

Acho que é uma importante questão a ser discutida: Qual a situação das nascentes dos afluentes do Dilúvio?

Arroios que nascem em morros, como o Moinho, certamente sofrem com a ocupação irregular de residências. Será que há fiscalização da prefeitura sobre essas áreas de mata nativa e preservação ambiental? E os arroios condensados pela urbanização, como o São Vicente e o Almirante Tamandaré, que agora são comumente chamados de "canais"? Viraram meros buracos de concreto?

...

blog do xerife disse...

Quando criança,eu e a gurizada do meu Partenon de antanho, fazíamos verdadeiras incursões à selva, é selva mesmo, que havia no morro Santana...Vínhamos margeando o arroio e adentrávamos na floresta...Havia na época jaguatiricas,gato-do-mato,macacos e cobras. Chegamos num ponto, entre tantas coisas, que não caberiam relatar neste comentário, que seria, para nós, a nascente de fato do arroio Dilúvio... Desculpem a pretenção daquele então guri, e os veios d'agua que vinham do Saint Hilaire, pela lomba do sabão, seriam meros afluentes... E os banhos nas águas límpidas deste riacho, pescarias, que até os lambarís faziam a festa fritados no mato mesmo...A época mágica de nossas vidas, descobertas com diversão...Discutíamos até onde teria sido a sede da fazenda do Jeronimo de Ornelas....

curtidas no facebook disse...

Muito bom o post !!

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