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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Aulas de geografia e história no Arroio Dilúvio 3

- Olha que pouca vergonha!

É o que diziam os alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Prof. Sylvio Torres, ao nos apontarem sacos de lixo, garrafas pet, sofás, e outros dejetos no percurso que fizemos, em parceria com o projeto da escola que é desenvolvido pela professora Rosane (Vilma) Arrial, com alunos de 5a e 6a séries.

As imagens foram feitas em dezembro de 2009, durante um percurso guiado pelos alunos, costeando o Arroio Dilúvio, até a Barragem do Sabão. Os vídeos foram editados seguindo os questionamentos que surgiam durante o trabalho de campo. Para avançarmos no trabalho, para além da denúncia sobre as condições ambientais do arroio, é preciso refletir sobre uma perspectiva ambiental que inclua a lógica do cotidiano desta comunidade e da Região Metropolitana. É nesta linha que se desenvolvem os questionamentos de Eric, Guilherme, Mariele e Jade.


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A pergunta de Eric sobre a coleta de lixo é importante, para que a comunidade local não seja a única a ser responsabilizada pela quantidade de lixo que encontramos no percurso. A passagem do caminhão pelas pequenas ruas e becos é dificultada, mas não é este o único problema - a própria lógica viária do local segue a costa do arroio. É a mesma polêmica que encontramos no arroio sem nome, na mesma região. A instalação das lixeiras segue a lógica das ruas e avenidas principais, onde passam os caminhões, por ondem chegam e partem os moradores no acesso aos ônibus.

veja essa postagem em:
http://habitantesdoarroio.blogspot.com/2009/05/o-arroio-sem-nome-1.html

A lógica das ruas, que liga a comunidade ao seu exterior, é aplicada de igual forma ao arroio - as águas levam embora os dejetos, conduzem a outros territórios, assim como também trazem dejetos de outros lugares. O arroio está ao lado, mas já está fora da vizinhança, é um limite.

é o que se pode ver na seguinte postagem:
http://habitantesdoarroio.blogspot.com/2009/04/urbanizacao-de-arroios.html

Para saber mais sobre o projeto da escola, veja a primeira postagem da série:
http://habitantesdoarroio.blogspot.com/2010/01/aulas-de-geografia-e-historia-no-arroio.html





domingo, 24 de janeiro de 2010

Aulas de geografia e história no Arroio Dilúvio 2

Apresentamos mais um vídeo do percurso realizado com os alunos de 5a e 6a séries da Escola Estadual de Ensino Fundamental Prof. Sylvio Torres, que participam de um projeto desenvolvido pela professora Rosane (Vilma) Arrial.

As imagens foram feitas em dezembro de 2009, durante um percurso guiado pelos alunos, costeando o Arroio Dilúvio, até a Barragem do Sabão. Os vídeos foram editados seguindo as ótimas perguntas dos alunos sobre a sua realidade ambiental. Algumas vezes, os alunos eram provocados pela equipe de gravação ou pela professora, mas na maioria das vezes, seu olhar de estranhamento sobre a paisagem do arroio foi o que direcionou a lente da camera e o microfone.


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A principal questão que aparece aqui é sobre a relação do "valão" com a barragem e com a água que abastace as casas da região. O nome de "valão" que é recorrente em outras regiões da bacia do arroio, principalmente na beira de seus afluentes, não se refere à água que corre no arroio, mas sim ao buraco pelo qual a água passa. Assim faz sentido a resposta de Guilherme sobre a utilidade da barragem - "Para destruir a casa dos outros" - na medida em que o valão vai transbordar quando tiver muita água para escorrer da barragem. Para entender o lugar desse "valo", ou "valão" na Bacia do Arroio Dilúvio, vale a pena olhar algumas imagens no blog que mostram a drenagem urbana e a posição dessa parte do dilúvio justamente entre morros.

Outra questão que é comentada é o abastecimento de água na região, e a importância da Barragem do Sabão

De acordo com um estudo feito por pesquisadores do Departamento. de Geografia da UFRGS, "A barragem Lomba do Sabão foi construída na década de 40 para o tratamento de água com fins de abastecimento público. Hoje, a Estação de Tratamento de Água (ETA) Lomba do Sabão abastece, majoritariamente, os bairros Lomba do Pinheiro e Agronomia, sendo responsável pelo tratamento e distribuição de 4% da água consumida no município de Porto Alegre, abastecendo 48.300 habitantes (Bendati et al., 1998). Esta barragem é alimentada por seis sub-bacias de arroios de pequeno porte que compõem a bacia do Arroio Dilúvio e, de acordo com Tavares (1997), está localizada na região limítrofe entre os municípios de Porto Alegre (E-SE) e Viamão (W), dentro do Parque Saint Hilaire, que constitui, em sua maior parte, área de preservação permanente. A área de contribuição da represa é de 1.428 ha, na qual atualmente residem cerca de 23.000 habitantes (Bendati et al., 1998). Este reservatório tem caráter estratégico para a cidade e para o Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE), considerando que constitui a única captação de água que não provém do Lago Guaíba e, portanto, representa uma área livre de poluidores potenciais como o Pólo Petroquímico, o Pólo Carboquímico, indústrias de papel e celulose, de couros, além da navegação. Visto isso, "(...) a manutenção desta Estação de Tratamento de Água garante a continuidade do abastecimento, caso ocorram eventuais problemas de contaminação na bacia do Guaíba" (Bendati et al., 1998). Entretanto, a qualidade da água dos mananciais que deságuam na barragem tem sido comprometida no decorrer dos anos, devido à ocupação urbana progressiva em área no entorno do reservatório."

veja mais em:
http://www.ub.es/geocrit/b3w-407.htm


Para saber mais sobre o projeto da escola, veja a primeira postagem da série:
http://habitantesdoarroio.blogspot.com/2010/01/aulas-de-geografia-e-historia-no-arroio.html


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Aulas de geografia e história no Arroio Dilúvio

Apresentamos alguns vídeos produzidos em parceria com um projeto da Escola Estadual de Ensino Fundamental Prof. Sylvio Torres, que é desenvolvido pela professora Rosane (Vilma) Arrial, com alunos de 5a e 6a séries.

Em dezembro de 2009 fizemos um percurso com os alunos, costeando o Arroio Dilúvio, até a Barragem do Sabão. No caminho pelas ruas da Vila Herdeiros muitos questionamentos foram feitos pelos alunos, sobre a dinâmica das águas do “valão” que costuma encher e alagar as casas às suas margens. Para além do funcionamento ecossistêmico do arroio, os alunos se perguntavam também sobre as relações da comunidade com suas águas e sobre as responsabilidades para com os problemas ambientais locais. Colocaremos aqui no blog alguns dos vídeos que apresentam estes questionamentos, apontando links de outras postagens que ajudam a esclarecer as ótimas perguntas dos alunos

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A iniciativa da Professora Vilma, que como ela mesma menciona, precisa de constante investimento, já recebeu o apoio de algumas entidades voltadas para as questões ambientais e para outras questões relacionadas a cidadania e educação. Essa é uma iniciativa que poderia ser reproduzida em outras escolas que se localizam na Bacia do Arroio Dilúvio.

A Escola Estadual de Ensino Fundamental Prof. Sylvio Torres fica na Rua Erotilde Machado Santana – Bairro Agronomia - Porto Alegre - Rio Grande Do Sul Telefone: (51) 3319-7678. As fotografias que aparecem no vídeo foram feitas em junho de 2008, e foram disponibilizadas pela professora.

Veja na sequência mais postagens com vídeos feitos durante este percurso.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Milhares de peixes mortos no Arroio Dilúvio

Confira o resultado do laudo do DMAE sobre a causa da morte de milhares de peixes no Arroio Dilúvio.



Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1%C2%A7ion=Geral&newsID=a2777460.xml


"A explicação mais provável para a mortandade de peixes verificada no Arroio Dilúvio na última terça-feira (13/01/2010), segundo laudo divulgado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM), foi a falta de oxigenação na água causada pelo excesso de sedimentos orgânicos e pelas altas temperaturas. O laudo foi realizado pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae).

O ingresso de vários peixes no Arroio Dilúvio foi facilitado pelo nível elevado das águas que, em condições de chuva forte, também agregaram sedimentos orgânicos.

- Isso tudo, somado às condições de altas temperaturas, provoca queda brusca nas concentrações de oxigênio dissolvido -, explica o secretário interino de Meio Ambiente, José Furtado.

A hipótese de mortandade por efeito tóxico foi descartada pelo laudo, devido à baixa concentração de nitrogêneo amoniacal dadas as condições de ph e a temperatura das águas.

Na noite do dia 12, a Divisão de Pesquisa do Dmae realizou coleta de amostra de água do Arroio Dilúvio, nos trechos das avenidas Azenha, Erico Veríssimo e Mucio Teixeira. Na manhã de quarta-feira, 13, foi realizada nova vistoria no arroio Dilúvio, no trecho da avenida Azenha até a avenida Edvaldo Pereira Paiva.

Foram encontrados boiando os peixes das espécies biru, mandim, lambari, cará e jundiá."

ARROIO DILÚVIO - Mapa dos locais pesquisados em Porto Alegre - clique nos ícones para ver


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