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domingo, 24 de janeiro de 2010

Aulas de geografia e história no Arroio Dilúvio 2

Apresentamos mais um vídeo do percurso realizado com os alunos de 5a e 6a séries da Escola Estadual de Ensino Fundamental Prof. Sylvio Torres, que participam de um projeto desenvolvido pela professora Rosane (Vilma) Arrial.

As imagens foram feitas em dezembro de 2009, durante um percurso guiado pelos alunos, costeando o Arroio Dilúvio, até a Barragem do Sabão. Os vídeos foram editados seguindo as ótimas perguntas dos alunos sobre a sua realidade ambiental. Algumas vezes, os alunos eram provocados pela equipe de gravação ou pela professora, mas na maioria das vezes, seu olhar de estranhamento sobre a paisagem do arroio foi o que direcionou a lente da camera e o microfone.


video

A principal questão que aparece aqui é sobre a relação do "valão" com a barragem e com a água que abastace as casas da região. O nome de "valão" que é recorrente em outras regiões da bacia do arroio, principalmente na beira de seus afluentes, não se refere à água que corre no arroio, mas sim ao buraco pelo qual a água passa. Assim faz sentido a resposta de Guilherme sobre a utilidade da barragem - "Para destruir a casa dos outros" - na medida em que o valão vai transbordar quando tiver muita água para escorrer da barragem. Para entender o lugar desse "valo", ou "valão" na Bacia do Arroio Dilúvio, vale a pena olhar algumas imagens no blog que mostram a drenagem urbana e a posição dessa parte do dilúvio justamente entre morros.

Outra questão que é comentada é o abastecimento de água na região, e a importância da Barragem do Sabão

De acordo com um estudo feito por pesquisadores do Departamento. de Geografia da UFRGS, "A barragem Lomba do Sabão foi construída na década de 40 para o tratamento de água com fins de abastecimento público. Hoje, a Estação de Tratamento de Água (ETA) Lomba do Sabão abastece, majoritariamente, os bairros Lomba do Pinheiro e Agronomia, sendo responsável pelo tratamento e distribuição de 4% da água consumida no município de Porto Alegre, abastecendo 48.300 habitantes (Bendati et al., 1998). Esta barragem é alimentada por seis sub-bacias de arroios de pequeno porte que compõem a bacia do Arroio Dilúvio e, de acordo com Tavares (1997), está localizada na região limítrofe entre os municípios de Porto Alegre (E-SE) e Viamão (W), dentro do Parque Saint Hilaire, que constitui, em sua maior parte, área de preservação permanente. A área de contribuição da represa é de 1.428 ha, na qual atualmente residem cerca de 23.000 habitantes (Bendati et al., 1998). Este reservatório tem caráter estratégico para a cidade e para o Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE), considerando que constitui a única captação de água que não provém do Lago Guaíba e, portanto, representa uma área livre de poluidores potenciais como o Pólo Petroquímico, o Pólo Carboquímico, indústrias de papel e celulose, de couros, além da navegação. Visto isso, "(...) a manutenção desta Estação de Tratamento de Água garante a continuidade do abastecimento, caso ocorram eventuais problemas de contaminação na bacia do Guaíba" (Bendati et al., 1998). Entretanto, a qualidade da água dos mananciais que deságuam na barragem tem sido comprometida no decorrer dos anos, devido à ocupação urbana progressiva em área no entorno do reservatório."

veja mais em:
http://www.ub.es/geocrit/b3w-407.htm


Para saber mais sobre o projeto da escola, veja a primeira postagem da série:
http://habitantesdoarroio.blogspot.com/2010/01/aulas-de-geografia-e-historia-no-arroio.html


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