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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Rede de Interceptores do Arroio Dilúvio

video

Produzimos este vídeo quando retornamos ao local a que se refere a bolsista do projeto Renata Ribeiro, onde as obras estão ocorrendo:

Logo na entrada da rua, avistei à beira do arroio, um cavalete com uma placa branca onde estava escrito DMAE em azul, sinalizando a obra que estava em andamento. Vi também tratores e homens trabalhando os quais fotografei – em seguida aproximei-me de uma mulher bem vestida que se encontrava ali, também observando a obra. Saudei-a com um bom dia, apresentando-me. Falei-lhe sobre o nosso Projeto e que estava interessada em saber que obra era aquela. Muito simpática e receptiva, cumprimentou-me dizendo chamar-se Gislene – Arqueóloga, professora da PUC (Pontifícia Universidade Católica) e da ULBRA (Universidade Luterana do Brasil). Professora Gislene contou-me que aquela obra estava sendo realizada por uma empresa terceirizada do DMAE, a “Pontual Engenharia”, consistindo no Projeto de Redes de Interceptores do Arroio Dilúvio. Ou seja, futuramente os esgotos não desaguarão mais dentro arroio, seguirão por encanamentos para a Estação de Bombeamento Baronesa do Gravataí, conectada à Estação de Bombeamento da Ponta da Cadeia (Gasômetro), sendo que – de acordo com o Projeto Integrado Socioambiental – somente no bairro Serraria o esgoto receberá o tratamento completo. Trecho do diário de campo referente ao dia 03/06/2009 da bolsista Renata Ribeiro. Link da página com a postagem do referido diário: http://habitantesdoarroio.blogspot.com/2009/06/avenida-ipiranga-rua-1um-e-o-arroio.html

Os esgotos cloacais (esgoto doméstico) e pluviais (água das chuvas) de Porto Alegre seguem atualmente em direção ao lago Guaíba, seguindo o curso do Arroio Dilúvio bem como através de outros arroios menores. A separação do esgoto doméstico, correndo em uma rede coletora separada das águas que são visíveis no Dilúvio, ainda não foi implementada em toda a bacia do arroio. Em virtude da grande contaminação dessas águas foi iniciado o Projeto Socioambiental que tem como principal objetivo reduzir o volume de coliformes lançados no Lago Guaíba desde a foz do Arroio Dilúvio até a Zona Sul da cidade, inserindo 4,3 quilômetros de interceptores e coletores de esgoto.

No Bairro Agronomia estão sendo instalados interceptores de esgoto na Região do Beco dos Marianos – Comunidade da CEEE - que beneficiarão indiretamente toda a Capital Gaúcha e diretamente a população que reside na Vila Herdeiros, Lomba do Pinheiro e no trecho da Avenida Bento Gonçalves que passa pelo Campus do Vale – UFRGS.

Este projeto beneficiará bastante o Bairro Agronomia com implantação de interceptores na bacia do Arroio Dilúvio e com a construção de redes coletoras do tipo separador absoluto e coletores-tronco. Assim, o esgoto cloacal não seguirá mais junto ao esgoto pluvial através do arroio até o Lago Guaíba, pois serão instalados ao longo do Dilúvio, os encanamentos que receberão somente o esgoto cloacal.

Da Vila Herdeiros, na fronteira com Viamão, passando pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul no Campus do Vale, seguindo a Rua 1, cruzando o Beco dos Marianos e finalmente percorrendo a margem direita da Avenida Ipiranga, até encontrar novos coletores. Nesse percurso, nessas imagens, revelam-se conexões entre diferentes pontos da cidade, interligados pelas águas do Arroio Dilúvio, pela água da chuva, e agora, por uma rede subterrânea de encanamentos que é visível atravessando o Dilúvio ao lado de algumas pontes.


Equipe do Projeto Habitantes do Arroio junto a trabalhadores de saneamento. Autor: Renata Ribeiro.

Caso as obras deste projeto sejam bem sucedidas, futuramente estes esgotos deverão seguir separados, em direção à Estação de Bombeamento Baronesa do Gravataí, conectada à Estação de Bombeamento da Ponta da Cadeia (Gasômetro) para então receberem um prévio tratamento: o esgoto cloacal irá por meio de encanamentos e o pluvial junto ao arroio. Após essa primeira parte do processo de limpeza, essas águas serão lançadas ao Lago Guaíba e por meio de um emissário subaquático chegarão ao Bairro Serraria na Zona Sul da cidade, para receberem o tratamento final e completo.

Referências

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